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Postado em: 02/08/2023
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Como tratar doenças oncológicas em pets com empatia com os tutores

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A cada dia os avanços da medicina surpreendem a todos através de pesquisas e tecnologias aplicadas aos tratamentos oncológicos, tanto para os humanos, quanto para os pets. E ao contrário do que muitos imaginam, os tratamentos aplicados não são tão diferentes do utilizado em pessoas. É de extrema importância tratar o paciente em uma unidade hospitalar que tenha infraestrutura e profissionais especializados para cuidar do câncer e suas complexidades.

A equipe da WeVets compartilha que os pacientes oncológicos, frequentemente, necessitam de cuidados coadjuvantes com suporte de demais especialidades, como: cardiologista, nutricionistas, além da internação, unidade de terapia intensiva e exames de imagem.

Atualmente, o câncer já é considerado a principal causa de óbito em cães e gatos. A boa notícia é que nos últimos 10 anos, com a evolução dos exames mais complexos na Medicina Veterinária, foi possível realizar diagnósticos mais precoces, viabilizando melhores resultados no tratamento, além de melhora na qualidade de vida desses pacientes.

Considerando a proporção de pets por habitante, o Brasil também ocupa a terceira colocação – 76% da população tem pelo menos um animal em casa, contra 82% da Argentina e 81% do México. Os cachorros seguem como a preferência nacional e estão presentes em 58% dos lares brasileiros, bem acima da média mundial de 33%. Os gatos residem em 28% das casas, enquanto os percentuais são de 11% para aves e 7% para peixes, o levantamento é da consultoria alemã GFK, a partir de entrevistas com 27 mil pessoas em 22 países.

Os tumores mais frequentes nos pets, de forma geral, são os de mama, pele (cutâneo) e os hematopoiéticos (linfomas e leucemias), mas há algumas diferenças entre as espécies. Nos felinos, o mais frequente é o linfoma na sua forma de apresentação gastrointestinal, o tumor de mamas (principalmente em fêmeas não castradas) e o tumor de células escamosas – que acomete a pele e, muitas vezes, se assemelha a feridas que “não cicatrizam”, já nos cães, o mais comum é o de mama (principalmente em cadelas não castradas precocemente), os linfomas (na sua forma de apresentação multicêntrica) e as neoplasias cutâneas (como, por exemplo, o mastocitoma).

“O tratamento oncológico que provemos para pets na WeVets é espelhado nas melhores práticas da saúde humana, onde o paciente geralmente recebe o encaminhamento de algum outro profissional que identificou a neoplasia mas precisa de ajuda para tratar, geralmente envolvendo cirurgias e, nos casos mais graves, uma posterior quimioterapia ou eletroquimioterapia”, explica a Dra. Gislaine Souza, médica-veterinária especialista em oncologia do Grupo WeVets, que já realizou centenas de atendimentos a pets com câncer.

O câncer é uma doença multifatorial e diversas causas externas podem estar relacionadas ao seu aparecimento nos pets, além das causas genéticas. Por isso, vale algumas orientações: evitar o sobrepeso e a obesidade nos animais, a castração precoce pode prevenir o desenvolvimento dos tumores de mama, uma alimentação equilibrada e a prevenção da inflamação sistêmica crônica por diferentes causas.

O tutor deve observar possíveis indicativos de que algo pode estar errado e procurar o veterinário quando notar: mudanças de comportamento; perda de peso (emagrecimento); perda de apetite; dificuldades para urinar; tosse; vômitos; diarréia; lesões em boca e na pele que não cicatrizam.

Prevenir é o melhor remédio. A máxima serve também para os pets, exames de check-up frequentes são os melhores e maiores aliados para um diagnóstico em fase inicial. Exames clínicos, laboratoriais, ultrassom abdominal, radiografias torácicas, tomografias são exames que sempre mostram se há algo errado com o pet.

Cada tipo de tumor terá que ser abordado de forma individual, alguns são bem responsivos à quimioterapia e outros tumores podem ser curados com o tratamento cirúrgico e em alguns casos o conjunto das duas terapias será indicado. No caso do tratamento cirúrgico, existe um planejamento a ser conduzido sobre a técnica cirúrgica a ser utilizada para a remoção completa do tumor

Em casos de sessões de quimioterapia, assim como em humanos, o paciente, na maioria das vezes, faz uso de medicamentos injetáveis (quimioterápicos) que devem ser manipulados e aplicados em salas especiais de quimioterapia com total segurança.

Mas e os tutores? É de extrema importância os médicos acolherem os tutores neste momento delicado de diagnóstico e passar segurança. O uso correto das palavras, a entonação utilizada, demonstram empatia, carinho e solidariedade com aquela família frente àquele diagnóstico. Acompanhamento agendado, envio de fotos e vídeos do pet durante o tratamento, todo o carinho e empatia com os tutores neste momento de tratamento.

“Além do compromisso total com a qualidade técnica do procedimento, nós estamos aqui para honrar a relação de amor que há entre pet e tutor. Quanto mais o tutor estiver confortável com o procedimento, melhor o seu pet reagirá. Acreditamos nessa conexão. Por isso, temos como mantra a ampla comunicação e transparência com o tutor em todas as etapas do tratamento”, reitera a Dra. Gislaine.

 

Publicado originalmente por Blog Meu Pulguento

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